Representantes do Sul buscarão apoio em Brasília para a expansão da malha ferroviária no Estado




Deputados estaduais, empresários e demais lideranças reuniram-se nesta segunda-feira, 14, na Associação Empresarial de Criciúma (Acic), para discutir a inclusão de Santa Catarina na expansão nacional da malha ferroviária. O encaminhamento tirado no encontro foi buscar apoio em Brasília, junto ao Fórum Parlamentar Catarinense, solicitando que a demanda entre na pauta de prioridades do Estado, defendidas pelos parlamentares.

 

O Governo Federal iniciou um programa para construir novos trechos e melhorar a malha já existente, através por exemplo da renovação das concessões. Entretanto, o Estado não está incluído, mesmo tendo estacionado o projeto inicialmente concebido em 2002, que previa a implantação de uma ferrovia ligando o Oeste ao Leste (da Integração) e outra entre Imbituba e Araquari (Litorânea, do Sul ao Norte).

 

“É preciso destacar o envolvimento dos parlamentares, da classe empresarial e da sociedade civil organizada neste encontro e o encaminhamento que será dado, de irmos a Brasília, com apoio dos nossos deputados e senadores, e sensibilizarmos o Governo Federal de incluir Santa Catarina, e principalmente o Sul do Estado, nesta malha ferroviária”, avalia o presidente da Acic, Moacir Dagostin.

 

Atualmente, o Sul conta apenas com as linhas da Ferrovia Tereza Cristina (FTC), que vão até Imbituba. “É de fundamental importância que a malha ferroviária seja ampliada, para que viabilize a nossa indústria de forma geral, através de um transporte mais barato. Um modal que venha atender o escoamento da nossa produção com um custo bem menor, assim estaremos sendo muito mais competitivos”, completa Dagostin, ressaltando ainda a relevância do tema para o desenvolvimento do Porto de Imbituba.

 

“Estamos fazendo reuniões semanais para tratar do desenvolvimento do Porto de Imbituba, em relação a infraestrutura, tarifas, investimentos. As cargas que chegam hoje poderão vir tranquilamente pela BR-285, nesse sentido ter a rodovia é bastante positivo. Mas, falando sobre ferrovias, essa ligação será importante para trazer até Imbituba cargas de grãos de longa distância. Hoje, vêm por rodovias, tornando o custo muito mais alto”, aponta o presidente da Associação Empresarial de Imbituba (ACIM), Adilson Silvestre.

 

Primeiro movimento

 

Para o presidente da Associação Empresarial de Tubarão (ACIT), Edson Martins Antônio, a reunião promovida pelos integrantes da Bancada do Sul na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) e pelos representantes da classe empresarial é o primeiro passo para que a demanda seja atendida.

 

“Precisamos criar alternativas, como o modal ferroviário. Esse é o primeiro movimento, mas estamos otimistas. Vamos discutir até que aconteça. É a oportunidade de nos unirmos para impulsionar o Executivo a também fazer pressão sobre o Governo Federal”, pontua Antônio.

 

“Cabe a nós fortalecer esse movimento, sensibilizando a classe empresarial e os deputados de todo o Estado para melhorar esse modal, oportunizando o crescimento, o desenvolvimento e novos negócios para o Estado”, conclui.

 

“Temos que agir politicamente, de forma adequada, tratando desse assunto em Brasília, com os nossos representantes. Precisamos o quanto antes marcar essa reunião com o Fórum Parlamentar Catarinense”, reforça o presidente da Alesc, Júlio Garcia.

 

Para o diretor presidente da Ferrovia Tereza Cristina (FTC), Benony Schmitz Filho, o Estado precisa tomar uma decisão estratégica para tornar-se mais competitivo em relação a outros mercados em termos de logística. “Se decidirmos que ferrovias são importantes, precisamos de estudos e projetos para apresentar aos investidores. E hoje Santa Catarina não tem projetos. Precisamos que o Governo Federal termine o projeto iniciado há 17 anos. Isso tem que ir para a pauta. A realização das obras vai depender do futuro do país”, entende.