Medidas econômicas e ajudas aos municípios foram avaliadas em live da FACISC nesta quinta (21/05)




A Federação das Associações Empresariais de SC, Facisc, realizou nesta quinta-feira, 21/5, uma reunião virtual com o vice-presidente da FECAM e prefeito de Major Vieira, Orildo Servergnini. Participaram também o presidente da Federação, Jonny Zulauf, os economistas da FECAM, Ailson Fiuza e da FACISC, Leonardo Alonso Rodrigues e o superintendente da FACISC, Gilson Zimmermann.

No encontro foram debatidos os impactos das medidas trabalhistas, de crédito, tributárias, de ajuda aos estados e municípios, coronavoucher, e outras ações em curso no país neste período de pandemia.
Na ocasião o economista da Federação, Leonardo Alonso Rodrigues apresentou a análise elaborada acerca dos possíveis impactos das medidas trabalhistas, auxílio emergencial, de crédito e as tributárias. Também ponderou que as medidas estão no front das necessidades abertas atualmente, possuem cobertura e abrangência significativa, reconheceu o esforço fiscal e governamental, mas também analisa que as medidas, apesar de virem de forma positiva, elas por si só não serão capazes de conter todo impacto de queda na economia prevista.

Sobre as medidas ao mercado de crédito, com os R$ 260,9 Bilhões de recursos adicionais anunciados pelo governo federal, é estimado um impacto potencial de crescimento de 7,3% sobre o saldo da carteira de crédito do sistema financeiro nacional, que até março de 2020 possuía saldo de R$ 3.587 Trilhões. Entre os R$ 260,9 Bilhões anunciados, R$ 186,9 Bilhões (72% do total) estão direcionados a empresas em geral e setor da saúde, R$ 43 Bilhões (16% do total) se referem ao crédito imobiliário e R$ 31 Bilhões (12% do total) ao crédito rural.

Em relação as receitas municipais, o economista da FECAM, Ailson Fiuza, analisou os impactos na arrecadação, avaliando as principais fontes de receita tributárias (ICMS, IPVA, ICMS E ISS). Segundo o economista a estimativa é de queda na arrecadação para 2020, o cenário é de incertezas e certamente os auxílios serão insuficientes.

Na avaliação do vice-presidente da FECAM e prefeito de Major Vieira, Orildo Servergnini, certamente os municípios serão os que mais sentirão os efeitos econômicos desta pandemia, mas com a união e o esforço de todos será possível sair da crise. “A ponta é a que mais sofre neste cenário e estamos fazendo o que podemos para superar os desafios. Tenho certeza que depois que sairmos dessa pandemia Santa Catarina será a primeira a sair da crise pois temos instituições fortalecidas e que tem grande poder nas suas bases”, destacou.

Para o presidente da FACISC, Jonny Zulauf, a discussão foi fundamental para compreender os aspectos econômicos as informações econômicas do momento que estamos passando. “Este encontro foi fantástico para que possamos entender e defender o que está acontecendo, principalmente em relação as situações financeiras dos cidadãos, das empresas e dos bancos que estão hábeis e com capital para disponibilizar a sociedade e ao empreendedor. Este conteúdo nos dará subsídios para sustentar discussões em assuntos de interesse da classe empresarial”, ressaltou o presidente.

Na opinião de Zulauf, há uma demanda reprimida no consumo, mas espera-se que em breve as pessoas voltem a consumir e o mercado volte a crescer. “Vamos dar a volta por cima. Será difícil passarmos por este momento, mas por outro lado vemos que os resultados das ações do governo federal, tem assegurado um equilíbrio para o cidadão e para as empresas. O Brasil e SC têm condições e o perfil empreendedor de catarinense confirmará que vamos sim retomar com qualidade e bons resultados a superação deste momento que estamos passando, com as ferramentas, os recursos e a sensibilidade, teremos sim a recuperação”, avaliou o presidente.

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